Uma luz insistente...


Toda vida somos cercado por luzes, quando uma criança nasce dizemos que lhe foi dada a luz e é essa luz de vida que nos acompanha até o fim...  mas existe um fim? Um dia todos saberão se essa luz apaga ou não, mas isso é assunto para um momento posterior. As luzes nos acompanham também em outros momentos,quando temos esperança, há uma luz no fim do túnel, se uma idéia surge remete-se a uma lâmpada acendendo, mas nem sempre o acender representa o inicio e o apagar é o fim.
Quando o sol se põe marca o fim do dia, mas também é o início da noite que na maioria das vezes é período onde as idéias dos grandes pensadores acendem, e geralmente se apagam antes do clarear do dia e do apagar da noite (não sem antes serem grafadas no papel). O cinema é como a noite, inicia no apagar das luzes, no entanto nem sempre termina no acender, aliás, nesse momento outra etapa começa, a da troca de idéias. Nesse contexto surge o cineclube, no meu caso, surge como uma luz piscante, um vagalume insistente que contrariando o que todos dizem atesta que uma outra forma de fazer cultura é possível, tornando todos iguais, ao menos em validade de opinião.
Essa luz piscante e insistente leva consigo 6 anos de trabalho, mais de cinco ou seis mil impressões diferentes em cada um dos mais de 300 filmes exibidos, talvez muitos tenham passado em branco... talvez muitos tiveram vergonha de compartilhar uma idéia, mas no final das contas todos conseguiram assistir um  filme de uma forma diferente, compartilhando o momento com outras pessoas. E que o compartilhamento continue... E que a luz piscante nunca se apague!


Carol Petrin
Cineclube Vagalume

A Importância do Cineclubismo


Até o final do século XX, as pessoas tinham um lugar cativo nas horas de folga e principalmente nos finais de semana, era o cinema. Nas salas de cinema a sociedade contemplava, absorvia e prestigiava cada filme exibido, além disso, o cinema servia indiretamente como um local de encontro, pois após as exibições, lancherias e bares se tornavam parada obrigatória para duplas, trios, grupos de todas as raças, classes e credos, ou seja, eram hábitos saudáveis que estão praticamente extintos. A cada ano o tempo passa mais rápido, o que é fato pelo simples motivo de obedecermos e submetermos às 24 horas que temos para o trabalho e para planejar o futuro. Não percebemos que o presente é a realidade e que estamos aqui para sermos felizes, fazendo o bem para si e para o próximo.
Nós, seres condicionados a rotina e ao trabalho precisamos nos reeducar. Como? Ora, se começarmos a valorizar o presente, já será um ótimo começo. Um exemplo vivo e que vem crescendo no Brasil e em diversos lugares do mundo desde o início do século XXI é o Cineclubismo, que em Caçapava do Sul é representado pelo Cineclube Vagalume.
Muitos acreditam que estes clubes de cinema fazem frente às salas de cinema, sendo “sugadores” de público, porém o Cineclube não é concorrente do cinema, muito pelo contrário, defino ele como um irmão, pois coincide com as mesmas realizações, ou seja, ambos exibem filmes dos mais diversos tipos. A diferença benéfica é que o cineclube proporciona o debate após a sessão, a troca de ideias, a dúvida de um, a interpretação do outro, enfim, o Clube de Cinema é o espaço onde sai o espectador crítico.
Trabalhar, estudar, ter um tempo de descanso, enfim, tudo isso é necessário e obrigatório para todos, mas divertir-se e ampliar os conhecimentos, também. Por isso mando uma dica: compareça no Cineclube Vagalume ou no mais próximo de você e valorize seu tempo, levando consigo a boa mensagem dos filmes, gratuitamente e para sempre!

Eduardo Schneider
Cineclube Vagalume